Pesquisando um pouco sobre Noam Chomsky, cheguei até este site, onde encontrei diversos quadrinhos satirizando a figura de Chomsky. Veja uma amostra (clique nas imagens para ampliar):
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6 de dezembro de 2010
31 de outubro de 2010
Quadro político de forças nas eleições legislativas de 2 de novembro e os latinos: Nevada, um resumo nacional
No post anterior procurei analisar o peso do movimento cada vez mais presente e influente do Tea Party Movement nas eleições legislativas de novembro. Agora, a vésperas destas, proponho um pequeno estudo sobre outra importante parte da sociedade norte-americana neste processo: os latinos. Mas desta vez, entretanto, me focarei sobre um Estado específico, o de Nevada (oeste do país).
O motivo desta escolha é que em Nevada encontramos uma disputa que simboliza aquilo que ocorre em todo o país: democratas enfrentando o perigo crescente de perderem seus postos para outras forças não tradicionais em áreas nas quais eles sempre foram predominantes.
No caso de Nevada temos o senador Harry Heid, líder democrata no senado e a mais de 16 anos no poder, tentando seu quinto mandato consecutivo, contra a nova força política e extremista representada pela candidata republicana, provinda do Tea Party Movement, Sharron Angle.
eafirmando o que foi dito, o professor Eric Herzik, professor da Universidade de Nevada afirmou que ‘ a eleição aqui no Estado [de Nevada] diz respeito á disputa nacional ’, fazendo referencia a dificuldade de obter votos por parte dos democratas em seus redutos tradicionais frente novas forças na política norte-americana.

Voltando ao caso dos latinos, ainda que não seja um fenômeno tão atual como o Tea Party Movement, existe um consenso de que a parcela dos latinos dentro dos Estados Unidos representa cada vez mais um eleitorado considerável no país e por isso deve ser incluída como parte da estratégia do jogo político de ambos os partidos nas eleições.
Juntos eles representam algo em torno de 12 milhões de votos no país. No estado de Nevada eles são 14% do eleitorado total. “Nevada é o Estado em que os eleitores latinos têm a maior chance de influenciar o resultado”, disse à BBC Brasil o cientista político Matt Barreto, professor da Universidade de Washington especializado em voto latino. Segundo ele nos últimos 8 anos o número de latinos chegou a dobrar em Nevada.
No estado isso já foi percebido tanto pelo partido democrata, que sabe que depende mais do que nunca dos votos provindo dos latinos, já que grande parte de seu eleitorado não latino – não satisfeito com a situação econômica do país – pode votar em candidatos republicanos como punição a seus antigos políticos democratas;
Mas também pelos republicanos, que ainda que não lancem campanhas ou mensagens que sinalizem uma vontade de incluir essa parcela da população em seu governo, são acusados de divulgarem um vídeo no qual se pede que os latinos não votem como protesto e revolta as promessas, segundo eles não cumpridas, pelo presidente Obama em sua campanha presidencial de 2008.

Do lado dos democratas um levantamento da National Association of Latino Elected and Appointed Officials indica que 65% dos hispânicos registrados para votar apoiam candidatos democratas ao Congresso. Entretanto existe o medo de que os latinos não saiam de suas casas para votar no próximo dia 2 ou ainda vote em um candidato republicano. A falta de reforma para imigrantes desestimula o voto de hispânicos em ambos os partidos, mas essa perda pode ser mais sentida pelos democratas.
Por isso mesmo o presidente Barack Obama vem pedindo aos eleitores latinos que compareçam às urnas no dia 2 de novembro para seguir lutando pela reforma migratória no país e combater o "não se pode" dos republicanos. Na última terça feira o presidente afirmou que "em 2008, nos propusemos a missão de mudar o rumo deste país. A
comunidade latina nos ajudou a realizar essa grande mudança", ao reconhecer que alguns assuntos ainda estão pendentes. Em seguida continuou afirmando que "sabemos que muitos estão frustrados por estar no final da fila", mas "ainda há muito trabalho a fazer, em matéria de trabalho e imigração, pequenos negócios que temos de terminar".
Já os republicanos não apelam aos latinos, mesmo porque não é de seu interesse incluir essa parcela da população em seu plano de governo, muito pelo contrário. O centro da campanha da candidata Sharron Angle em Nevada consiste em denunciar a má situação econômica do Estado.
Com sua economia baseada no turismo e na construção civil, dois setores fortemente atingidos pela crise econômica, a cidade de Reno é um retrato do que ocorre em Nevada, Estado com alguns dos piores indicadores econômicos do país. Entre as principais propostas da candidata estão á redução da interferência do Estado, de gastos públicos e de impostos, e a oposição a quase todas as medidas do governo Obama, desde a reforma do sistema de saúde até os pacotes de resgate aos bancos.
Mas se engana quem pensa que ela não está preocupada com o eleitorado latino na região. Um vídeo publicado por um grupo chamado Latinos for Reform, diz que o presidente Barack Obama e os políticos democratas prometeram uma ampla reforma da imigração, mas não levaram a promessa adiante em dois anos de governo. O senador Harry Heid, em um de seus comícios pelo Estado afirmou que o vídeo é um dos anúncios políticos de sua opositora, que nega o fato.
Nele não se vê o nome da candidata ou de seu partido, mas sim uma narrativa crítica ao partido democrata por não ter realizado suas promessas para com a parcela latina no país. Caso confirmado a ligação do vídeo a Sharron Angle, se trataria de uma estratégia política de tentar utilizar o fraco desempenho do presidente Obama, pelo menos naquilo que concerne a sua promessas para com os latinos, contra os democratas, anulando essa potencial massa de votos democratas em um momento no qual eles precisam desses votos.
Seja como for a questão dos latinos é importante não só em Nevada mas em todo o país, já que abrange diversos campos: o político, o social, a economia e até a estratégia de política eleitoral a ser utilizada.
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28 de outubro de 2010
Como os desenhos explicam a América
Vamos hoje falar de um assunto que nos agrada desde que éramos meras crianças e nem pensávamos em estar um dia fazendo um texto sobre desenhos para a nossa faculdade. Na verdade, até poderíamos sonhar em um dia estudar em um lugar que nossos trabalhos acadêmicos fosse ver desenhos e falar sobre eles. Confesso que pelo menos eu, já senti isso.
Parece ser um assunto que pode ser muito bem levado na brincadeira, porém, a relação que os desenhos dos EUA têm com a definição de questões e opiniões sociais do país é muito grande e histórica. Em meu post, mostrarei alguns momentos no qual o recurso "desenho animado" foi utilizado para conquistar seguidores de um ideal tipicamente norte-americano.
Vamos direto aos tópicos:
1. O New Deal: Quem tem medo da depressão agora?
Em uma das obras primas de Walt Disney que fez a infância de todos nós, vemos a velha história dos Três Porquinhos. Ameaçados pelo temido Lobo Mau, os três irmãos constroem casas finalizando proteção contra o predador. Conhecemos muito bem esse conto: A primeira casa, de palha, é construída e destruída. A segunda, de madeira, sofre do mesmo destino. Já a terceira, feita de tijolos e com mais tempo e dedicação para a construção, aguenta o tranco do poderoso sopro do Lobo.
O que pode ser novo para nós e a assimilação que esta historinha infantil tem com o período do New Deal pós o Grande Crash de 1929. "Os novos rumos", política elaborada pelo presidente FDR tinham como objetivo, reerguer a América. Mesmo que fossem necessários empregos 'inúteis" como construções feitas para serem destruídas ( como as casas de palha e madeira), a geração de trabalho, geraria renda.
A última casa, de tijolos, é a mais simbólica. Demorou mais tempo para ficar pronta, precisou de mais dedicação e mais trabalho. Foi mais custosa. Não foi simples, foi complexa. Um processo "democrata" (do partido democrata). Porém, ao final, é esta casa que barra de vez o Lobo Mau. Seria então, a empreitada mais demorada e trabalhada que barra de vez a depressão. Ao final, com o Lobo derrotado e os outros porquinhos salvos, os três cantam "Quem tem medo do Lobo Mau?" e para o povo americano a mensagem seria "Quem tem medo da depressão?"
O que pode ser novo para nós e a assimilação que esta historinha infantil tem com o período do New Deal pós o Grande Crash de 1929. "Os novos rumos", política elaborada pelo presidente FDR tinham como objetivo, reerguer a América. Mesmo que fossem necessários empregos 'inúteis" como construções feitas para serem destruídas ( como as casas de palha e madeira), a geração de trabalho, geraria renda.
A última casa, de tijolos, é a mais simbólica. Demorou mais tempo para ficar pronta, precisou de mais dedicação e mais trabalho. Foi mais custosa. Não foi simples, foi complexa. Um processo "democrata" (do partido democrata). Porém, ao final, é esta casa que barra de vez o Lobo Mau. Seria então, a empreitada mais demorada e trabalhada que barra de vez a depressão. Ao final, com o Lobo derrotado e os outros porquinhos salvos, os três cantam "Quem tem medo do Lobo Mau?" e para o povo americano a mensagem seria "Quem tem medo da depressão?"
2. II Guerra Mundial: A importância de pagar impostos.
Neste vídeo, The Spirit of 43, observamos o diálogo entre nosso querido e famoso Pato Donald com duas "personalidades" suas que entram em conflito. Donald acaba de receber o seu tão suado salário e quer aproveitar! Surge assim, uma de suas "personalidades", o Gastão. Um cara malandrão que incentiva Donald a gastar toda sua grana que literalmente está queimando no bolso. Donald, claro fica muito tentado. Porém, é aí que aparece outra "personalidade", o Tio Patinhas, mostrando que em breve, será o dia em que todos devem pagar seus impostos.
A importância do pagamento é justificada para o bem da nação e enquanto isso a queima do dinheiro é justificada pela liberdade do indivíduo de fazer o que quer. Logo, temos dois frames em conflito. Mas, após uma disputa por Donald, as duas faces do pato acabam mostrando aos espectadores um conflito maior ainda.
Em 1943, estávamos em plena guerra na Europa. Os EUA estavam já na luta e precisavam do pagamento de impostos para financiar a gigantesca indústria. Assim, Gastão (que aparece com um bigodinho extramente conhecido) que cai em um saloon com a porta que forma a suástica (símbolo nazista) e Tio Patinhas que é lançado na parede que quebra formando um desenho parecido coma bandeira dos EUA travam uma verdadeira batalha pelo dinheiro, ou melhor, pelo pensamento de Donald.
Os frames então passam a ser: apoio ao inimigo X apoio à nação. Donald finge que irá se inclinar aos interesses de Gastão, mas dá um soco no malandro, que cai no mesmo salooon (e a porta, desta vez transforma-se em um V, de vitória). E assim, o pato mais famoso do mundo vai pagar seus impostos para que a América não sofra revezes na guerra. A partir daí, começa uma explicação bem explícita sobre os benefícios do pagamento dos impostos para a vitória aliada sobre o Eixo. Esse é com certeza o filme em desenho com mais frames ativados e mensagens políticas do mundo. Sem exageros.
A importância do pagamento é justificada para o bem da nação e enquanto isso a queima do dinheiro é justificada pela liberdade do indivíduo de fazer o que quer. Logo, temos dois frames em conflito. Mas, após uma disputa por Donald, as duas faces do pato acabam mostrando aos espectadores um conflito maior ainda.
Em 1943, estávamos em plena guerra na Europa. Os EUA estavam já na luta e precisavam do pagamento de impostos para financiar a gigantesca indústria. Assim, Gastão (que aparece com um bigodinho extramente conhecido) que cai em um saloon com a porta que forma a suástica (símbolo nazista) e Tio Patinhas que é lançado na parede que quebra formando um desenho parecido coma bandeira dos EUA travam uma verdadeira batalha pelo dinheiro, ou melhor, pelo pensamento de Donald.
Os frames então passam a ser: apoio ao inimigo X apoio à nação. Donald finge que irá se inclinar aos interesses de Gastão, mas dá um soco no malandro, que cai no mesmo salooon (e a porta, desta vez transforma-se em um V, de vitória). E assim, o pato mais famoso do mundo vai pagar seus impostos para que a América não sofra revezes na guerra. A partir daí, começa uma explicação bem explícita sobre os benefícios do pagamento dos impostos para a vitória aliada sobre o Eixo. Esse é com certeza o filme em desenho com mais frames ativados e mensagens políticas do mundo. Sem exageros.
3. II Guerra Mundial: A luta.
Neste episódio do marinheiro mais famoso do mundo, vemos uma mensagem bem clara: Um recado para os inimigos da América na II Guerra, os japoneses. Não há muito o que se descobrir, basta ver o episódio para observar a importância de que uma mensagem como essa fosse divulgada a todos, principalmente às crianças. Assim, as mesmas saberiam o quão perigoso eram os japoneses e o que eles poderiam aos americanos. Logo, o patriotismo era despertado. Além disso todos os estereótipos dos japoneses são mostrados: traiçoeiros e suicidas. Algo prejudicial pois formou também em uma geração da sociedade americana, o preconceito contra asiáticos em geral.
4. Pós 11/9: O medo de muçulmanos.
Chegando aos temas atuais. Vemos que tudo agora é feito com mais cuidado. As mensagens claras não existem mais e os desenhos que tratam de assuntos sérios são voltados para os adultos e não mais para as crianças. South Park é um desenho adulto. Tem temáticas adultas e, preferencialmente, não é para ser visto para crianças. Logo, as mensagens e frames devem ser absorvidos por adultos. O que, perigosamente, não acontece.
Neste trecho de um capítulo, vemos uma discussão que gira em torno da figura mais sagrada do Islã (o "novo inimigo da América). Maomé, que não deve jamais ter sua imagem divulgada, aparece no capítulo disfarçado de urso e se fala alguma coisa audível, esta é censurada. Todo e qualquer programa que faça alusão ao profeta muçulmano é passível de represálias fortes de países árabes. Este não foi um caso isolado. Acusado de causar discriminação aos valores islâmicos e incitação do terror. O episódio, após passar, foi banido. O que virou um prato cheio à ala conservadora americana, que quer inserir em todos os cidadãos o frame de que os seguidores de Maomé são inimigos.
5. Eleições de 2008: A vitória de Obama.
Para finalizar, temos o mais recente grande momento da política norte-americana. A eleição de Obama. Como as mensagens agora são mais voltadas aos desenhos adultos. Temos para tal fato, Os Simpsons. Neste trecho do capítulo, vemos que Homer foi votar. Por incrível que pareça, esta é a informação. Homer foi ao local de votação e ainda votou em Barack Obama, dizendo que queria mudança.
Apesar do problema que o mesmo enfrenta com a máquina, vemos aqui uma poderosa mensagem: A da importância de votar. Homer, o homem mais despreocupado dos Estados Unidos votou. Se ele votou, então é praticamente obrigatório que qualquer pessoa vote. Homer votando em Obama ainda tornou o fato ainda mais forte. Assim, o frame de mudança foi inserido em milhões de americanos, que acabaram por eleger Obama (não pelo desenho, mas com uma grande ajuda do mesmo).
Apesar do problema que o mesmo enfrenta com a máquina, vemos aqui uma poderosa mensagem: A da importância de votar. Homer, o homem mais despreocupado dos Estados Unidos votou. Se ele votou, então é praticamente obrigatório que qualquer pessoa vote. Homer votando em Obama ainda tornou o fato ainda mais forte. Assim, o frame de mudança foi inserido em milhões de americanos, que acabaram por eleger Obama (não pelo desenho, mas com uma grande ajuda do mesmo).
Desenhos e TV continuam sendo o carro chefe da comunicação em massa nos EUA. Uma idéia colocada nestes meios, será de rápida assimilação e o frame embutido nela, será absorvido rapidamente.
Os EUA sabem usar isso, tanto para definir inimigos, como para defender posições.
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25 de outubro de 2010
Semana acadêmica - grupo 3: Eua e o terrorismo
1)Reforço de tropas no Afeganistão
a)discurso de Obama
2)Resolução 248
Metáforas:
- democracia é pureza, deve ser protegida de contaminações
- é também missão, destino manifesto - obrigação de defender o país
- democracia = obrigação
- soldados são vítimas - morrendo por metais preciosos
- guerra defensiva é justa
- Afeganistão - não é defesa. não é guerra, é erro. Logo, é irracional
- Política externa como caminho - destino
- Afeganistão e Iraque = desvio do caminho
- Afeganistão atrasado, medieval
- propósito maior para a nação = coletivo sobre o individual
- governo do povo = nação como família
- propósitos são perenes
- impérios são efêmeros
- interesses econômicos são desvirtuosos
b)Republicanos a favor da retirada de tropas- Ron Paul (conservador, representante do Texas)
Metáforas:
c)Republicanos a favor da permanência de tropas - Ileana Ros-Lehtinen (conservadora, representante da Flórida)
Metáforas:
a)discurso de Obama
Metáforas:
2)Resolução 248
Elaborada em 03/2010 por Dennis Kucinich (democrata, representante de Ohio no congresso) com o apoio de 16 parlamentares (dentre os quais, somente um republicano). Impunha um deadline (12/2010) para retirar as tropas do Afeganistão.
a)Democratas a favor da retirada de tropas- Dennis Kucinich (Ohio)
Metáforas:
- democracia é pureza, deve ser protegida de contaminações
- é também missão, destino manifesto - obrigação de defender o país
- democracia = obrigação
- soldados são vítimas - morrendo por metais preciosos
- guerra defensiva é justa
- Afeganistão - não é defesa. não é guerra, é erro. Logo, é irracional
- Política externa como caminho - destino
- Afeganistão e Iraque = desvio do caminho
- Afeganistão atrasado, medieval
- propósito maior para a nação = coletivo sobre o individual
- governo do povo = nação como família
- propósitos são perenes
- impérios são efêmeros
- interesses econômicos são desvirtuosos
b)Republicanos a favor da retirada de tropas- Ron Paul (conservador, representante do Texas)
Metáforas:
c)Republicanos a favor da permanência de tropas - Ileana Ros-Lehtinen (conservadora, representante da Flórida)
Metáforas:
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| Fernando, Aline, Diego e Victor. |
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6 de outubro de 2010
Liberais ou conservadores: quem é mais inteligente?
Satoshi Kanazawa, psicólogo e pesquisador da London School of Economics and Political Science. publicou na revista científica Social Psychology Quarterly da American Sociologial Association, em março deste ano, um artigo através do qual ele defende a hipótese de que os liberais são mais inteligentes do que os republicanos. Melhor dizendo, que as pessoas de QI mais alto são mais propensas a se autoproclamarem liberais, ou democratas.
A hipótese de Kanazawa sugere que pessoas mais inteligentes são mais inclinadas a adotar o que ele chama de "prefências e valores evolucionários". São valores e preferências os quais os seres humanos não teriam uma tendência natural a adotar, eles teriam sido adquiridos ao longo da evolução humana, durante milhões de anos, e portanto não eram detidos por nossos ancestrais.
Os valores e preferências detidos por nossos ancestrais seriam, por sua vez, os de cunho "familiar", ligados a um certo instinto de preservação. Por esta razão, o ser humano seria naturalmente conservador, assim como seus ancestrais. E à medida que "evolui", caminha para uma tendência mais liberal, propensa a abrir seu "leque familiar" a pessoas estranhas, assumindo causas mais "cosmopolitas".
Este argumento baseia-se na ideia de que a habilidade do raciocínio foi se desenvolvendo em nossos ancestrais à medida que lhes apareciam situações inesperadas, às quais não haviam soluções inatas.
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| Os liberais se acham mais inteligentes... |
Um estudo mais antigo de Kanazawa revelou que indivíduos mais inteligentes têm hábitos noturnos, se levantam mais tarde e ficam acordados até mais tarde do que pessoas menos inteligentes.
Segundo o pesquisador, isto se dá porque nossos ancestrais, por não possuírem luz artificial, tendiam a se levantar pouco antes do amanhecer e se deitarem pouco antes do pôr-do-sol. Portanto, hábitos noturnos foram sendo adquiridos conforme a evolução humana.
Segundo o pesquisador, isto se dá porque nossos ancestrais, por não possuírem luz artificial, tendiam a se levantar pouco antes do amanhecer e se deitarem pouco antes do pôr-do-sol. Portanto, hábitos noturnos foram sendo adquiridos conforme a evolução humana.
Em sua pesquisa atual, o autor baseia-se em dados da National Longitudinal Study of Adolescent Health (Add Health) para sustentar sua hipótese. Segundo tais dados, jovens que identificam-se como "liberais radicais" possuem um QI com média 106 durante a adolescência, enquanto os que se dizem "conservadores radicais" possuem QI na média de 95.
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| ... e os republicanos também! |
De maneira similar, a religião seria um subproduto da tendência humana de buscar causalidades por detrás de fenômenos naturais. Esta seria um tendência "paranóica", segundo o pesquisador, de todo ser humano, uma tendência inata também ligada ao instinto de preservação e proteção.
Tal institnto seria responsável pela manutenção da espécie, posto que os clãs de nossos ancestrais demandavam uma vigilância extrema contra ameaças potenciais. Por esta razão, crianças mais inteligentes seriam mais propensas a crescerem se posicionando contra esta tendência natural em acreditar em Deus, tornando-se atéias.
Para tal afirmação, Kanazawa utiliza o dado de que os jovens que não se consideram nada religiosos possuem um QI de média 103, enquanto os que se consideram muito religiosos ficam na média de 97.
A pesquisa de Kanazawa é certamente deveras polêmica. Primeiramente porque sabe-se que qualquer neutralidade científica é discutível em qualquer área do conhecimento. Já vimos em nosso curso que 99% de nossos pensamentos não são racionais. Nosso cérebro está impregnado de metáforas, as quais invocam frames diversos.
A pergunta que me veio em mente quando li tal pesquisa foi a seguinte: este estudo não revela um posicionamento político? É difícil acreditar que que o autor seria republicano, obviamente... Até que ponto esta pesquisa é racional, imune de metáforas construídas bilogicamente no cérebro do autor ao longo de sua própria vida?
Para além de um estudo cientificamente neutro, a pesquisa suscita uma sensação de "já vi este filme", quando pensamos no Darwinismo social. Afinal, dá a entender que os liberais estão à frente na escala evolutiva humana - não seria uma pretensão muito grande? Enfim, fica a reflexão para um possível debate, mesmo que limitado no âmbito deste blog.
E para terminar com um pouco de humor (assim como fechamos nossa última aula de política interna norte-americana), segue uma charge bastante interessante sobre as diferenças entre republicanos e democratas:
Fontes:
Confira também o artigo de Kanazawa na íntegra:
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15 de setembro de 2010
Sobre as "Paredes Humanas"
Faremos agora uma pequena análise sobre as "paredes humanas" - artifício usado por políticos para preencher o espaço vazio atrás deles, enquanto discursos são feitos. Será mesmo só para preencher? Vejamos ....
DEMOCRATAS
Democratic Convention Speech Bill Clinton apoiando Barack Obama
Como podemos ver, nesse caso a “parede humana” é composta prioritariamente por jovens entusiasmados, pessoas de diferentes etnias, representando a diversidade e o “futuro”, com muita energia e fanatismo.
Outro ponto interessante é que se vê, nessa “parede humana”, muito menos bandeiras americanas do que em convenções Republicanas, porém muito mais placas de apoio a candidatura. Nesse vídeo, só vemos 2 bandeiras americanas muito pequenas a esquerda, porém diversas pessoas segurando a placa “ Change We Need”, slogan da campanha de Obama para presidência.
Senador John Kerry, em sua campanha de suporte a Obama, em um discurso no estado de Wisconsin, em que ganhou por 1% nas eleições em 2004.
Nesse vídeo, menos “produzido” que uma conferência nacional, ainda sim podemos identificar traços importantes nas “paredes humanas”. Novamente, a presença de massiva de jovens na primeira fila, e minorias (negros e hispânicos) ao fundo também.
O mais interessante aqui é ver que, até em pequenos discursos feitos quase que diariamente, a “parede humana” está presente e sempre passando a mensagem do partido. No caso da campanha de Obama, o foco nos novos eleitores e na diversidade, e o apelo lúdico do “Yes we can / Change we need”
Barack Obama discurso presidencial – Stand for Change 2008
O interessante aqui é observar as pessoas ao fundo, e no mesmo padrão, jovens, diversos e cheios de energia. Quanto mais a câmera se movimenta, mais podemos ver a diversidade no palanque, e placas vermelhas de “Stand for Change” (detalhe interessante é o uso da cor vermelha, como um PARE no sinal de trânsito, chamando a atenção das pessoas) e as placas de “Change we Need” (azuis, representando aqui esperança e positividade)
REPUBLICANOS
Compilação de discursos de George W Bush durante seu mandato (engraçado)
O objetivo aqui não é fazer graça ou difamar, mas sim, por meio dessa compilação, analisar as diversas “paredes humanas” em seus discursos (você pode fazer isso com o som desligado ;)
Como podemos ver, em qualquer discurso, prevalece o padrão branco, caucasiano, meia idade ou idoso, maioria masculina, presença militar constante e sem quaisquer minorias.
Sarah Palin para vice presidente de John McCain
Esse vídeo (já assistido em aula) pode ser o mais caricato dentre todos escolhidos, conta com uma grande lista de sinais e mensagens: A Família presente ao fundo em primeiro plano (mulher forte, decidida, confiante, porém ainda sim mãe, com filhos e coração).O “guarda florestal” à esquerda, remetendo a ordem e controle. O pequeno escoteiro ao lado, remetendo ao futuro, também regrado e com controle.
A presença uniforme de caucasianos, já com uma certa idade, sem qualquer presença de minorias.
Bom, por fim, acho interessante esse artifício da “parede humana” como forma de reforçar qualquer mensagem dita no discurso ou passar alguma mensagem específica de Democratas e Republicanos, ativando os seus frames. Fica óbvio como as pessoas são escolhidas como peças de xadrez ao ocupar o cenário, cada uma transmitindo uma imagem com significados alinhados com o partido e sua ideologia.
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