25 de outubro de 2010

Semana acadêmica - grupo 3: Eua e o terrorismo

1)Reforço de tropas no Afeganistão

a)discurso de Obama



Metáforas:


2)Resolução 248

Elaborada em 03/2010 por Dennis Kucinich (democrata, representante de Ohio no congresso)  com o apoio de 16 parlamentares (dentre os quais, somente um republicano). Impunha um deadline (12/2010)  para retirar as tropas do Afeganistão.

a)Democratas a favor da retirada de tropas- Dennis Kucinich (Ohio)


Metáforas:

- democracia é pureza, deve ser protegida de contaminações
- é também missão, destino manifesto - obrigação de defender o país
- democracia = obrigação
- soldados são vítimas - morrendo por metais preciosos
- guerra defensiva é justa
- Afeganistão - não é defesa. não é guerra, é erro. Logo, é irracional
- Política externa como caminho - destino
- Afeganistão e Iraque = desvio do caminho
- Afeganistão atrasado, medieval
- propósito maior para a nação =  coletivo sobre o individual
- governo do povo = nação como família
- propósitos são perenes
- impérios são efêmeros
- interesses econômicos são desvirtuosos


b)Republicanos a favor da retirada de tropas- Ron Paul (conservador, representante do Texas)




Metáforas:


c)Republicanos a favor da permanência de tropas - Ileana Ros-Lehtinen (conservadora, representante da Flórida)





Metáforas:

GRUPO

Fernando, Aline, Diego e Victor.

24 de outubro de 2010

OBAMA: It Gets Better?

Bullying é um problema sério e, infelizmente, bastante comum aqui e em todo mundo. Nos Estados Unidos não é diferente, mas arriscaria dizer que esta questão é ainda mais forte por lá. 

Recentemente, sete jovens americanos cometeram suicídio após serem alvos constantes de situações humilhantes e até de agressão por serem gays.

Dan Savage é o nome do fundador do Projeto It Gets Better. Através de uma compilação periódica e voluntária de vídeos na internet que encorajam jovens gays que encontram-se nesta situação, o fundador explica que o objetivo da campanha é  fazer com que esses jovens não se sintam tão sozinhos e que possam acreditar que é possível ter uma vida adulta normal e feliz no futuro.

Pois é, ninguém menos do que o próprio Presidente dos Estados Unidos acaba de publicar o seu depoimento em favor da causa. Achei muito bacana, principalmente para aquele jovem americano que sofre horrores na escola simplesmente por ser diferente de um determinado padrão racial ou comportamental.

Bom, como veremos, o cara sabe falar e fala com personalidade. Inclusive, dá um toque sutil e muito pessoal  à mensagem ao dizer que “...but I do know what is like to grow up feeling sometimes you don’t belong. It’s tuff”. Ok, Mr. President, não deve ter sido fácil, mas tenho certeza que você não teve uma infância à La “Everybody Hates Chris”’.  Mas a mensagem é realmente de encorajamento, apoio, respeito às diferenças, a Liberdade. Fala tão bem que quase nem dá pra perceber que...ele está lendo a mensagem. Então me ajudem depois com os liberal frames. Aí vai:


Dá pra imaginar um conservador fazendo isto? No way.

Pelo menos ele conseguiu pronunciar a palavra gay sem ficar vermelho ou com aquele nó na garganta. E por falar em garganta, o jantar dos conservadores deve ter descido meio atravessado nesta noite. 


Enquanto a comunidade gay norte-americana critica o governo pelo DADT e cobra que as palavras do presidente se traduzam em ações políticas reais, vamos esperar a avalanche de comentários polêmicos que estão por vir.

Abraços a todos, 

19 de outubro de 2010

Semana acadêmica: vamos divulgar?


Oi, pessoal!

O professor Tony enviou este cartaz para que nós possamos coolaborar com a divulgação de nossa apresentação na semana acadêmica (25/10). Vamos ajudar? Imprimi algumas cópias, e aproveitei prá divulgar, de quebra, o nosso blog nos cartazes. Afinal, o negócio é a propaganda da alma! Ooops, rsrsrs!

Clique na imagem para ampliá-la, ok?

Abração, e até nossa aula!


18 de outubro de 2010

I really love my hair

Hoje vamos falar de cabelo. Sim, cabelo.E você, amigo XY que pensou “putz, que assunto feminino chato” por favor não vá embora. Cabelo é uma coisa que afeta a vida das pessoas de maneiras que nem sempre são óbvias.
Quando comecei a fazer a pesquisa para esse post, uma das expressões que mais vi era que o cabelo é a honra e a glória de qualquer mulher (os gringos dizem que é o ‘crowning glory’). E me coloquei a pensar de onde que essa expressão poderia ter saído. Não foi muito surpreendente descobrir que essa história toda de honra e glória veio do nosso grande bestseller, a Bíblia. Em Coríntios 11:15, temos “Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.” (na King James: “But if a woman have long hair, it is a glory to her: for [her] hair is given her for a covering.”)

Uma das jovens entrevistadas por Chris Rock diz que não contrataria uma colega que usa o cabelo afro para trabalhar em seu escritório, já que ter um afro e vestir um terno é, para ela, uma contradição. Analisando a fala da jovem, podemos perceber que, para ela, terno = sucesso, cabelo afro = fracasso. O cabelo não-alisado não faz parte do frame de sucesso e profissionalismo normalmente associado com o mundo corporativo. Não encontrei um vídeo dessa parte do filme, mas essa passagem é citada nessa reportagem da NPR.
Nesse vídeo abaixo, pule direto para os 4 minutos para ver a opinião de uma escritora convidada do programa da Tyra Banks sobre a origem da expressão ‘good hair’.

De acordo com ela, a origem da expressão pode ser encontrada na época da escravidão, quando escravos que tinham ‘good hair’ tinham melhores chances de sobrevivência e trabalho: o cabelo podia representar que talvez fossem filhos do senhor, proporcionando oportunidade de trabalhar dentro de casa onde teriam acesso à educação.

O cabelo afro é fonte de tanta discussão nos EUA que até o Sesame Street, programa para crianças produzido pela PBS, abordou o tema recentemente:


Mas o que isso tudo tem a ver com os US of A, você me pergunta. Veja o seguinte vídeo:


O trailer acima é de Good Hair, documentário lançado em 2009, no qual Chris Rock procura as raízes da obsessão norte-americana (especialmente das mulheres negras) pelos alisamentos e extensões para cabelo. Rock, instigado por uma pergunta de suas filhas ("Why don't we have good hair?") investiga o que, exatamente, é esse 'good hair' de que falam e as conseqüências que os tratamentos capilares trazem. Essas conseqüências são constatadas não só nos EUA, mas também na Índia, de onde provém grande parte do cabelo utilizado para fazer extensões.
Tyra Banks explica o conceito de ‘good hair’ em um episódio de seu talk show dedicado especialmente ao tópico:


Banks levanta algumas estatísticas: apesar das mulheres negras representarem somente 6% da população total dos EUA, elas representam 80% do consumo total de produtos de cabelo. Algumas mulheres entrevistadas dizem que o cabelo alisado parece ser mais profissional. Kelley oferece oposição: defende que as mulheres negras precisam aprender a cuidar do seu cabelo em sua forma natural ao invés de procurar maneiras não naturais de transformá-lo. Kelley também diz que o alisamento representa conformação à uma norma.

11 de outubro de 2010

Don't ask... Don't tell

Olá pessoal,

Aqui estou para mais um post.

Como disse no outro post, viria novamente com a temática gay. Considero que a homossexualidade dentro das engrenagens de poder na sociedade norte -americana é algo muito interessante. Como Roy Cohn, protagonista do meu outro post, quantos outros homens e mulheres não tem que levar uma vida dupla para escapar do frame "homosexual" ou numa terminologia mais recente : "gay".


Para começar, o que é a lei don't ask don't tell? Essa lei tem algo como 17 anos de vida e, segundo ela, militares gays estão proibidos de se manifestar em relação a sua sexualidade e os heteros de perguntar a respeito.

Atualmente, nos EUA existe um movimento para que essa lei caia. E olha só quem está liderando:


Sim! Lady Gaga! A voz de uma geração. Neste vídeo, diferente de suas outras aparições públicas, Lady Gaga aparece num look mais sóbrio. E logo atrás dela a bandeira do EUA. Apesar disso, usando o nosso vocabulário, ela não deixa de ser um "container for ideas". Quem olha para ela, esteja do jeito que estiver, sabe bem para o que está olhando.

Nesse vídeo, Gaga fala repetidamente na necessidade de "proteger a Constituição". Quando contando alguns "causos" envolvendo soldados gays, a pop star fala em "proteger America". No final: "Thank you, god bless" (!) . Ela também sabe operar com frames.

Em outro discurso:


Aí, mais um festival. "Core american values", " I thought our Constitution was ultimate", " I thought equality was non- negotiable". Mais apelos a Constituição. Sendo Gaga a figura pouco usual que é, para se enderessar a toda a nação é necessário usar frames facilmente acessado por todos.

Mudando um pouquinho de canal...


Nossos amigos aí, não parecem ser contrários ao fim da lei. Mas... querem saber : não está meio tarde para isso? Bom, Lady Gaga diria, não se você serve no exército agora. Bom, a lei na verdade para a Fox é a coadjuvante, o mais importante é... falar mal de Obama.

Mudando de canal mais uma vez e espectro político:


Nesse vídeo, infinitamente mais engraçado do que o outro, Bill Maher diz o porquê de revogar a lei. Primeiro, dar a Rush Limbaugh e outros Tea Baggers algo para expressar sua "Anger" inerente. E também, porque é mais simples de entender o que significa "gay" do que "health care".

Bem "common sense": simples e fácil de usar! Um frame ótimo para causar uma explosão política.

Bom, that's about it!

Hasta!

Isadora.




10 de outubro de 2010

Importante: nossa apresentação da semana acadêmica

Olá, pessoal!

Seguem a abaixo as orientações do professor Tony a respeito de nossa apresentação na semana acadêmica. Escolham um tema e, por gentileza, faça um comentário no post informando seu nome, e-mail e grupo escolhido.
Simposio 21

Tony Berber Sardinha
Título: Como Pensam Os Estados Unidos
Local: Nossa sala de aula
Horário: 20:00

Procedimentos:

0-O PRAZO PARA INSCRIÇÃO É ATÉ DIA 18 DE OUTUBRO, ou seja, o dia da nossa próxima aula, portanto é importante que todos façam a inscrição ANTES de nossa próxima aula.

1-Escolher um dos temas abaixo.

2-Montar, por email, um grupo para apresentar o mesmo tema.


4-Preencher a ficha com os dados pessoais e completar com os dados

relativos ao tema que cada um escolheu. Como não são pesquisas individuais, mais de uma pessoa se inscreverá com o mesmo resumo e título.

5-Clicar Enviar!

6-Vir para a aula dia 18 e dizer para o Tony quem vai apresentar qual tema e o que será apresentado.

7-Vir dia 25 para o simpósio para fazer a apresentação!

Apresentações:

Código do simpósio: 21
Título da pesquisa: O liberal norte-americano (grupo 1)

Resumo da pesquisa:
Nesta apresentação serão enfocadas questões relativas ao liberalismo norte-americano. Serão apresentados vídeos e filmes que trazem representações do liberal norte-americano e intepretados os frames e metáforas que os constituem. A problemática da dificuldade de os liberaiscomunicarem suas ideias eficientemente na arena pública será enfocada. Tal dificuldade já foi notada tanto por estudiosos da área, como George Lakoff, quanto por comentaristas políticos em geral. Essa dificuldade ainda tem sido culpada pelo fracasso nas urnas durante os anos Bush, além de já ser apontada como uma das causas da iminente derrota democrata nos 'mid-term' elections que se aproximam e que podem impor ao governo Obama
uma guinada na sua orientação assumida até agora.

Participantes:


Código do simpósio: 21
Título da pesquisa: A mulher conservadora norte-americana (grupo 2)
Resumo da pesquisa:
Nesta apresentação serão enfocadas questões relacionadas a um novo personagem que desponta no cenário norte-americano, qual seja, a mulher conservadora. Essa 'nova' mulher desafia conceitos chave da sociedade como 'feminismo', 'fragilidade' e 'família', combinando frames e metáforas específicas de cada um desses campos para criar uma nova identidade e, como tal, se impõe como um novo ideal de feminilidade/feminismo. Esse novo ideal, personificado em mulheres como Sarah Palin, pode inspirar e fomentar o discurso conservador norte-americano de maneiras até então desconhecidas. Nesse simpósio, serão apresentados vídeos e filmes que ilustram essa questão e intepretados os frames e metáforas que a
constitui.
Participantes:
Isadora Calil - isadoracer@gmail.com
Thilá Nascimento - thila_nascimento@yahoo.com.br

Código do simpósio: 21
Título da pesquisa: O terrorismo e os EUA (grupo 3)


Resumo da pesquisa:
Nesta apresentação serão enfocadas questões relacionadas a como os EUA encaram a questão do terrorismo. Desde os ataques a posições americanas no exterior no governo Clinton e principalmente desde a destruição das Torres Gêmeas de Nova York em 11 de setembro de 2001, o terrorismo passou a povoar o pensamento dos norte-americanos. Neste simpósio será visto como o terrorismo se apresenta no cotidiano dos EUA por meio de frames e metáforas, na fala de personalidades públicas norte-americanas. Serão apresentados vídeos e filmes que ilustram essa questão e intepretados os frames e metáforas que a constitui.

Participantes:
Aline Camargo - ririsca@hotmail.com
Diego Paim - diegospaim@gmail.com


Código do simpósio: 21
Título da pesquisa: Comunicação em massa nos EUA (grupo 4)



Resumo da pesquisa:
Nesta apresentação serão enfocadas questões relacionadas a como acontece a comunicação em massa nos EUA. Como se sabe, as mídias tradicionais norte-americanas estão se transformando em grandes corporações, que abarcam muitos negócios diferentes. Com isso, o jornalismo perde sua independência e passa a ser guiado por interesses comerciais. Um caso muito claro é o canal Fox News que é ligado ao grande grupo News Corporation de Rupert Murdoch. Serão apresentados vídeos e filmes que ilustram essa questão e intepretados os frames e metáforas que a constitui.

Participantes:
Júlia Vergueiro - julia.vergueiro@gmail.com

João Sugahara - defrentecomjoao@hotmail.com
Carolina Nascimento - carol_en2@yahoo.com.br
Luís H. Deutsch - lhdeutsch@yahoo.com.br

6 de outubro de 2010

Liberais ou conservadores: quem é mais inteligente?


Satoshi Kanazawa, psicólogo e pesquisador da London School of Economics and Political Science. publicou na revista científica Social Psychology Quarterly da American Sociologial Association, em março deste ano, um artigo através do qual ele defende a hipótese de que os liberais são mais inteligentes do que os republicanos. Melhor dizendo, que as pessoas de QI mais alto são mais propensas a se autoproclamarem liberais, ou democratas.

A hipótese de Kanazawa sugere que pessoas mais inteligentes são mais inclinadas a adotar o que ele chama de "prefências e valores evolucionários". São valores e preferências os quais os seres humanos não teriam uma tendência natural a adotar, eles teriam sido adquiridos ao longo da evolução humana, durante milhões de anos, e portanto não eram detidos por nossos ancestrais.

Os valores e preferências detidos por nossos ancestrais seriam, por sua vez, os de cunho "familiar", ligados a um certo instinto de preservação. Por esta razão, o ser humano seria naturalmente conservador, assim como seus ancestrais. E à medida que "evolui", caminha para uma tendência mais liberal, propensa a abrir seu "leque familiar" a pessoas estranhas, assumindo causas mais "cosmopolitas".

Este argumento baseia-se na ideia de que a habilidade do raciocínio foi se desenvolvendo em nossos ancestrais à medida que lhes apareciam situações inesperadas, às quais não haviam soluções inatas.

Os liberais se acham mais inteligentes...
Um estudo mais antigo de Kanazawa revelou que indivíduos mais inteligentes têm hábitos noturnos, se levantam mais tarde e ficam acordados até mais tarde do que pessoas menos inteligentes.

Segundo o pesquisador, isto se dá porque nossos ancestrais, por não possuírem luz artificial, tendiam a se levantar pouco antes do amanhecer e se deitarem pouco antes do pôr-do-sol. Portanto, hábitos noturnos foram sendo adquiridos conforme a evolução humana.

Em sua pesquisa atual, o autor baseia-se em dados da National Longitudinal Study of Adolescent Health (Add Health) para sustentar sua hipótese. Segundo tais dados, jovens que identificam-se como "liberais radicais" possuem um QI com média 106 durante a adolescência, enquanto os que se dizem "conservadores radicais" possuem QI na média de 95.

... e os republicanos também!
De maneira similar, a religião seria um subproduto da tendência humana de buscar causalidades por detrás de fenômenos naturais. Esta seria um tendência "paranóica", segundo o pesquisador, de todo ser humano, uma tendência inata também ligada ao instinto de preservação e proteção.

Tal institnto seria responsável pela manutenção da espécie, posto que os clãs de nossos ancestrais demandavam uma vigilância extrema contra ameaças potenciais. Por esta razão, crianças mais inteligentes seriam mais propensas a crescerem se posicionando contra esta tendência natural em acreditar em Deus, tornando-se atéias.

Para tal afirmação, Kanazawa utiliza o dado de  que os jovens que não se consideram nada religiosos possuem um QI de média 103, enquanto os que se consideram muito religiosos ficam na média de 97.

A pesquisa de Kanazawa é certamente deveras polêmica. Primeiramente porque sabe-se que qualquer neutralidade científica é discutível em qualquer área do conhecimento. Já vimos em nosso curso que 99% de nossos pensamentos não são racionais. Nosso cérebro está impregnado de metáforas, as quais invocam frames diversos.

A pergunta que me veio em mente quando  li tal pesquisa foi a seguinte: este estudo não revela um posicionamento político? É difícil acreditar que que o autor seria republicano, obviamente... Até que ponto esta pesquisa é racional, imune de metáforas construídas bilogicamente no cérebro do autor ao longo de sua própria vida?

Para além de um estudo cientificamente neutro, a pesquisa suscita uma sensação de "já vi este filme", quando pensamos no Darwinismo social. Afinal, dá a entender que os liberais estão à frente na escala evolutiva humana - não seria uma pretensão muito grande? Enfim, fica a reflexão para um possível debate, mesmo que limitado no âmbito deste blog.

E para terminar com um pouco de humor (assim como fechamos nossa última aula de política interna norte-americana), segue uma charge bastante interessante sobre as diferenças entre republicanos e democratas:





Fontes: